À primeira vista, a história pode parecer inesperada para uma pequena ilha no Golfo da Guiné.
O espetáculo narra a história do Imperador Carlos Magno e dos Doze Pares de França, que enfrentam o almirante mouro Balão para resgatar a princesa Floripes. No entanto, aquilo que chegou há séculos como uma lenda medieval europeia foi transformado em algo profundamente enraizado na identidade do Príncipe.
Os ritmos africanos substituem a solenidade das cortes medievais. Os diálogos evoluíram com a língua e as tradições da ilha. Os trajes coloridos, a música e o movimento dão nova vida à antiga narrativa, transformando-a numa celebração popular que já não pertence aos livros de História, mas sim às pessoas que, ano após ano, a mantêm viva.
Como explica Carla Lavres, Técnica de Sustentabilidade da HBD:
"O povo do Príncipe transformou esta história. Adaptou-a à nossa forma de viver, à nossa língua e à nossa cultura. Hoje, já não é vista como algo vindo de fora — é uma tradição profundamente enraizada na vida da nossa comunidade."

